Enfermeira do HSJosé embarca para África para fazer voluntariado

Enfermeira do HSJosé embarca para África para fazer voluntariado

Muito mais que um gesto de solidariedade, enfermeira quer oferecer amor e sua habilidade  profissional  para ajudar crianças, jovens e adultos em situação de extrema pobreza acolhidos pela ONG Fraternidade sem Fronteiras

 

      O sentimento em poder ajudar o próximo, sempre foi algo que esteve presente na vida da enfermeira Bibiana Flores de 27 anos, que há dois anos atua no HSJosé.

Aos 13 anos, logo após o furacão Catarina, a jovem foi voluntária na cidade onde morava Passo de Torres; auxiliava na seleção de roupas que iriam para doação aos que perderam tudo devido ao ocorrido. Durante a faculdade, também prestou serviço voluntário, organizando café beneficente e doando cestas básicas para famílias que necessitavam de auxílio na cidade de Araranguá.

     A ideia de ajudar o próximo e poder fazer algo de fato pelas pessoas não mudou mesmo quando sua vida profissional iniciou. Há cerca de um ano, Bibiana conheceu a ONG Fraternidade Sem Fronteiras e foi quando quis expandir sua vontade de ajudar quem realmente precisa. “Pesquisei muito sobre ONG, li tudo sobre o trabalho que eles desenvolvem e apadrinhei o Organização, ajudando financeiramente como podia. Mas meu desejo era ir lá, ver o trabalho que fazem e dar meu apoio no que fosse necessário. Este ano, meu sonho virou realidade. Embarco para Madagascar esta semana. Além de toda minha boa vontade em ajudar, levo malas com calçados para doação, itens de higiene pessoal, vestidos femininos e medicamentos; tudo que consegui arrecadar”, conta a voluntária.

     Bibiana ficará na Ilha de Madagascar por 15 dias, onde a organização mantém dois centros de acolhimento e atende cerca de três mil pessoas. Neste local, as pessoas recebem alimentação, água limpa e cuidados com a higiene. Desde a entrada da ONG nesta localidade, 357 crianças foram inseridas na escola e suas famílias recebem água limpa, comida, realizam higiene bucal, tem acesso a água para banho e conseguem lavar suas roupas.

Segundo a enfermeira, que irá utilizar seu período de férias para realizar a missão; na unidade onde será sua base, construíram um centro de atendimento à saúde que funciona permanentemente e lá conseguem promover reabilitação nutricional, serviço médico e acompanham as famílias com o auxílio de agentes comunitários.

No centro também é possível receber medicações, realizar pequenos procedimentos, curativos e cirurgias. “Vou atuar na comunidade por meio do rastreamento nutricional, da educação em saúde materno-infantil e do apoio à capacitação dos Agentes Comunitários de Saúde da FSF, adotados como multiplicadores das ações em saúde nos bairros assistidos em Madagascar. Além disso, também vou auxiliar na manutenção e ampliação das atividades de assistência clínica já prestadas de modo contínuo pelo Serviço de Atenção Primária à Saúde do Centro de Saúde da FSF no Champ de la Pai. Isso me motivou a ir, a fazer sentido na vida das pessoas, poder usar a minha formação para fazer a diferença”, declara Bibiana.

     Segundo a enfermeira todo trabalho desenvolvido no local é mantido por meio de doações de diversos lugares e pessoas. Com estas doações já foi possível montar um consultório odontológico completo. “Há uma equipe pequena permanente além das caravanas de voluntários, formada na maioria por profissionais da saúde, padrinhos da causa, que vão a Madagascar para ajudar. A organização também construiu a Cidade da Fraternidade, onde 48 famílias vivem em casas de dois quartos mobiliadas. Um lugar novo e saudável, com água e incentivo para a subsistência. É um trabalho muito lindo, fiquei muito comovida e quero ajudar”, conta.

     Todo custeio para viagem e estadia no local é por conta do próprio voluntário, que compra sua passagem, paga por sua alimentação e ainda ajuda com seu conhecimento, habilidade e amor ao próximo que tanto necessita.

“Fico muito feliz em ter em nosso meio, profissionais com este tipo de atitude, que querem ajudar o próximo. Tenho certeza que irá levar o exemplo e o nome do HSJosé onde for. Bibiana é um exemplo”, destaca Thamillis Scunderlick, gerente de Enfermagem do Hospital São José.

 

Para saber mais sobre a Organização Não-Governamental Fraternidade Sem Fronteiras que desenvolve um trabalho  pela solidariedade, caridade e fraternidade universal, acesse  o site

www.fraternidadesemfronteiras.org.br e escolha um projeto para apadrinhar.

 

"A Bibiana sucesso e que desempenho o papel tão bem quanto desempenha do HSJosé"

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