Para proteger do coronavírus, HSJosé trabalha na confecção de máscaras

Para proteger do coronavírus, HSJosé trabalha na confecção de máscaras

Se em tempos de coronavírus, a dedicação e a solidariedade de todos faz a diferença, no Hospital São José de Criciúma, ações que valorizem a saúde e o bem-estar das pessoas são ainda mais importantes. Uma dessas iniciativas realizadas é a confecção de máscaras para serem utilizadas por colaboradores e pacientes da instituição. O trabalho essencial durante este período de pandemia é realizado pela equipe da confecção e lavanderia do hospital, além de voluntários que estão à distância também produzindo para a entidade. Somente no HSJosé, são utilizadas por dia, aproximadamente 550 máscaras.

A confecção das máscaras descartáveis nesse momento de pandemia segue as determinações da Anvisa e está em concordância com as exigências do Ministério da Saúde. Utilizando como parâmetro as especificações estabelecidas por estes órgãos, a Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina – Fiesc, elaborou projetos com requisitos mínimos para produção de Equipamentos de Proteção Individual (EPIs), primordiais para a segurança e saúde dos profissionais da área em maquinário industrial tradicional. “A Anvisa publicou nota técnica Nº 04/2020 estabelecendo as diretrizes necessárias para produção dos EPI´s, onde a Fiesc desenvolveu e colocou à disposição projetos para instruir as empresas dispostas a auxiliar os estabelecimentos de saúde nesse momento tão difícil que estamos enfrentando. A Secretaria do Trabalho orienta que, para esse atendimento emergencial e priorizando a prevenção de todos, deve ser seguida a nota técnica da Anvisa, mas esclarece que as Normas Regulamentadoras de Segurança e Saúde do Trabalhador não podem ser descumpridas. Sendo assim, a confecção de máscaras descartáveis está sendo produzida dentro das especificações técnicas, sem nenhum prejuízo para a segurança e saúde do nosso trabalhador”, explica a Engenheira de Segurança do Trabalho do HSJosé, Regiane Ribeiro Liberato de Jesus.

De acordo com a engenheira, o hospital, por intermédio da Associação Empresarial de Criciúma – ACIC, conseguiu uma parceria com a empresa La Moda e a Associação Beneficente Abadeus, para confeccionar também as máscaras descartáveis.

 

No hospital, uma produção de até 450 máscaras ao dia

No HSJosé, a equipe da confecção também trabalha com este propósito. O setor tem capacidade para produzir uma média de 450 máscaras ao dia e já foram confeccionadas 900 que estão sendo distribuídas aos colaboradores e pacientes da instituição. “Intercalamos a produção com a rotina de trabalho no hospital e é muito gratificante perceber que estamos ajudando de alguma forma. Ficamos felizes de ver as pessoas utilizando aquilo que estamos produzindo e se protegendo. A ajuda de todos está fazendo a diferença nesse momento”, garante a coordenadora de lavanderia e confecção do HSJosé, Rosane da Silva Jardim.

 

Mãos dos voluntários também colaboram

Marileia Américo Tomasi, de Nova Veneza, é uma das voluntárias que está auxiliando o hospital na confecção das máscaras. Ela, que é paciente do hospital devido ao tratamento de um câncer no estômago e tem experiência em confecção, reuniu um grande grupo de voluntários que está auxiliando na produção das máscaras.

“Eu sou paciente do hospital, tive câncer no estômago. Trabalhei como piloteira e por meio desta experiência conversei com várias pessoas e todas vão ajudar de forma voluntária. O hospital nos doou o tecido, conseguimos a doação da linha para o feitio e na próxima semana já devemos entregar as primeiras 500 máscaras”, conta Marileia. Ela conta que também recebeu o apoio de Ana Luisa Ferreira Ribeiro da Costa, da Tex Design Indústria de Confecções que auxiliou com o molde das máscaras, além de ceder colaboradores para o trabalho.

Para a confecção das máscaras, o grupo recebeu todas as especificações necessárias para a elaborar o item de acordo com as normas da Anvisa. “Estamos fazendo de tudo para ajudar o hospital e para que todos possam passar por isso da melhor forma, com saúde e segurança. Só temos a agradecer o hospital e toda a equipe por nos deixarem ajudar. Por agora ter a oportunidade de ajudar e de poder, de alguma forma, retribuir por tudo que fizeram por mim”, garante a voluntária.

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