Doenças de sangue: o que são, tratamentos e prevenção

Doenças de sangue: o que são, tratamentos e prevenção


Dr. Tiago Barbieri Lopes, é médico hematologista do Hospital São José  e explica sobre doenças no sangue e como são diagnosticadas
 

O que é a hematologia

A hematologia é a especialidade da medicina que estuda as doenças do sangue e da medula óssea. Uma das principais doenças hematológicas são as anemias, cujas principais causas são a deficiência corporal de ferro e também, de outras nutrientes essenciais para o sangue como a vitamina B12 e ácido fólico. A queda da contagem de plaquetas, também chamado de púrpuras também e outro frequente problema hematológico.


Tratamento

     Tanto os cânceres que acometem a medula óssea, como as leucemias, as mielodisplasias e o mieloma múltiplo, assim como aqueles que afetam o sistema linfático (Linfomas hodgkin e Não hodgkin) são diagnosticados e tratados pelo hematologista. O tratamento destas doenças envolve diversos tipos de quimioterapia, imunoterapia e radioterapia. Em casos selecionados, alguns pacientes são encaminhados para o transplante de medula óssea.
A investigação das doenças hematológicas é realizada na grande maioria das vezes através da coleta de exames laboratoriais. Exames como o hemograma, contagem de plaquetas, dosagem de ferritina, vitamina B12 e provas de coagulação irão guiar o médico para o tratamento adequado. A punção de medula óssea para coleta do mielograma e biopsia podem ser necessários em algumas situações, e são realizados com anestesia local pelo próprio hematologista.
    O procedimento de transfusão sanguínea pode ser indicado dependendo dos níveis de hematócrito e dos sintomas relacionados a anemia do paciente. Outro procedimento frequentemente indicado pelo hematologista é a administração de ferro endovenoso para correção da deficiência de ferro que não responde ao ferro por via oral. 
A retirada de uma quantidade de sangue, com a finalidade de aliviar alguns sinais e sintomas, denomina-se sangria ou flebotomia terapêutica. É indicada em condições onde existe aumento do número de hemácias ou acúmulo de ferro no organismo.
 
Prevenção e fatores de risco para Linfomas e leucemias


 Assim como em outras formas de câncer, dietas ricas em verduras e frutas podem ter efeito protetor contra os linfomas. Os fatores de risco para o desenvolvimento da doença incluem sistema imune comprometido e exposição química e/ou a altas doses de radiação.
Pessoas com deficiência de imunidade, em consequência de doenças genéticas hereditárias, uso de drogas imunossupressoras e infecção pelo HIV, têm maior risco de desenvolver linfomas. Pacientes portadores dos vírus Epstein-Barr, HTLV1 e da bactéria Helicobacter pylori (que causa úlceras gástricas), têm risco aumentado para alguns tipos de linfoma.
     Exposição a certos agentes químicos, incluindo pesticidas, solventes, fertilizantes, herbicidas e inseticidas tem sido relacionada ao surgimento de linfomas em estudos com agricultores e outros grupos que se expõem a altos níveis desses agentes.
Membros de famílias nas quais uma ou mais pessoas tiveram diagnóstico da doença também tem risco aumentado de desenvolvê-la.

     Algumas patologias podem ser identificadas ainda no início; por isso, faça um acompanhamento médico constante. Os exames de rotina auxiliam e muito no diagnóstico precoce.

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