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Biópsia: da análise ao diagnóstico de doenças

Data: 05/03/2018
Biópsia: da análise ao diagnóstico de doenças
( foto ilustrativa)

Com a modernização dos métodos de diagnóstico em radiologia e o crescimento dos procedimentos guiados por imagem, especialmente as biópsias, tornou-se possível o acesso a lesões antes inatingíveis até por meio cirúrgico. Uma vez definido o acesso, outras técnicas passaram a ganhar forma, abrindo o caminho para a possibilidade de fazer um diagnóstico preciso, com mínimo desconforto ao paciente, e tratar lesões ou mesmo problemas decorrentes da própria evolução de uma doença.

 

E hoje vamos falar um pouco mais sobre um desses métodos, a biópsia.

 

O que é a Biópsia?

     Biopsia e a retirada de um pequeno fragmento de um órgão ou tecido orgânico que será analisado em laboratório com o objetivo de esclarecer a causa de uma lesão ou mesmo o estágio de desenvolvimento de uma doença já conhecida.

Quem pode fazer a biópsia?

     E recomendável que um médico capacitado e experiente realize a biópsia. No caso das biópsias dirigidas por imagem o médico radiologista deve conhecer profundamente o método que vai orientar o procedimento a fim de escolher a melhor imagem da lesão e a via de acesso mais segura para alcançá-la.

     Qualquer pessoa pode ser submetida a biópsia, desde crianças até idosos, desde que não apresentem restrições ao procedimento, que geralmente são poucas e na maioria das vezes solucionáveis, uma vez que trata-se de um procedimento simples do ponto de vista cirúrgico. Como exemplo de impedimentos temos pacientes com alergia a anestésicos, pacientes que usam anticoagulantes, limitações graves de posicionamento, obesidade mórbida, síndrome do pânico, ou eventuais constrangimentos psicológicos.

 

Para que serve?

     A biópsia é a peça fundamental no diagnóstico de uma doença, principalmente no caso dos tumores. Através do seu resultado o médico especialista pode oferecer o melhor tratamento disponível com grande confiabilidade.

Quanto o tempo dura o procedimento?

     Os procedimentos geralmente são rápidos, durando entre 15 e 30 minutos, dependendo do tipo da lesão, do local ou órgão que ela acomete e do método de imagem que será utilizado para chegar até ela. No caso de biópsias do pulmão, fígado e rim, por exemplo, o paciente fica em observação por até duas horas após a biópsia, a fim de resolver eventuais e raras complicações, como dor e sangramento.

 

O que se pode ver com a Biópsia?

     Uma vez obtido o fragmento, este é enviado ao laboratório de anatomia patológica em um frasco com conservante. Lá, o médico patologista realiza todo um preparo especial do material que será analisado sob microscópio. De acordo com a alteração celular encontrada, os mais variados diagnósticos podem ser realizados, inclusive estudos bioquímicos de marcadores tumorais.

Como é feito o procedimento?

     O procedimento é realizado através de uma agulha especial que e introduzida dentro da lesão através da pele, com uma incisão mínima - de apenas 1 milímetro, e guiada precisamente por um método de imagem, geralmente ultrassonografia e tomografia computadorizada, mas também pode ser orientada por mamografia, radioscopia e ressonância magnética. O mais importante e que a imagem oferece um controle total do posicionamento exato da agulha no alvo bem como do seu trajeto até chegar neste, proporcionando extrema segurança para o paciente.

Como se dá a preparação?

     Dependendo do local a ser abordado é necessário jejum de aproximadamente 8 horas. É muito importante que o paciente tenha uma coagulação sanguínea normal ou próxima da normalidade, dentro dos limites de segurança. Alguns órgãos podem sangrar na biópsia e este sangramento traz desconforto ao paciente.

 Existem tipos de biópsias?

     As biópsias podem ser feitas com agulhas cortantes, aquelas que retiram um pedaço da lesão, ou agulhas finas, em que apenas se ’aspira’ o conteúdo da lesão. Punções aspirativas são tão simples que dispensam anestesia.

Há um tipo de preparação específica?

Exames de coagulação são necessários na consulta de avaliação. No caso de pacientes que usam anticoagulantes, estes devem ser suspensos com uma semana de antecedência.

 

Informações importantes:

·         Praticamente em qualquer órgão pode ser realizada biópsia através de um método de imagem, sendo os mais comuns a tireoide, mama, pulmão, fígado, rim e próstata, entre outros.

·         Importante salientar que a biópsia dirigidas por imagem são procedimentos cirúrgicos minimamente invasivos, extremamente seguros nas mãos do especialista, onde se realiza uma anestesia local também guiada em todo o trajeto de passagem da agulha garantindo a ausência de dor. Muitos pacientes chegam ansiosos, pois existem relatos equivocados a respeito da biópsia. Geralmente não é necessária sedação, pois a maioria dos pacientes tolera muito bem o procedimento e até se surpreendem com a sua simplicidade, revelando-se desnecessária toda uma angustia em torno do fato.

·         Para reduzir ainda mais a preocupação do paciente explicamos que o procedimento está sendo realizado dentro de um hospital que possui toda uma equipe de profissionais preparados para atender qualquer intercorrência de forma imediata e eficaz.

 

(Colaboração: Dr. Marlon Marques - CRM 8220/RQE 8666)